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Guimarães Jazz 2023

 

 


Vanguard Jazz Orquestra

Há muito que o Guimarães Jazz é o mais importante festival de Jazz nacional, e com boas razões. Por ele passaram todos os grandes nomes do Jazz actual, mas a importância advém do próprio formato do festival e da eficiência da sua produção. E não será demais redizer que dos nomes mais relevantes da modernidade aos monstros do jazz clássico vivos, todos passaram, mas também que alguns projectos/ associações com instituições nacionais, por vezes com risco, fazem parte do desenho do festival. E a primeira semana da 32.ª edição do Guimarães Jazz, a que assisti, confirmou a pertinência (e o risco) da programação.

Vanguard Jazz Orchestra
E no ano em que se celebra o centenário do nascimento de Thad Jones, fundador da emérita The Thad Jones/Mel Lewis Jazz Orchestra (1965), a sua herdeira, a Vanguard Jazz Orchestra (nome que se refere ao Village Vanguard Jazz Club, onde ela continua a tocar todas as segundas feiras) regressa a Portugal, depois de uma primeira presença no Guimarães Jazz de 1999, na altura dirigida por Jim McNeely.
Sem surpresas, sem se desviar um milímetro da música com que a notoriou, de um bop sem reservas, a Vanguard Jazz Orchestra mostrou ao que vinha. O mesmo som acutilante, um punch inigualável, a orquestra percorreu alguns dos clássicos de That Jones, «Mean What You Say», «My Centennial», uma balada, <<Kids Are Pretty People», «Blues in a Minut», «Fingers», e «Don’t Git Sassy» no encore.
A verdade do Jazz clássico em noventa minutos por um grupo de velhos músicos impolutos, solos irrepreensíveis do tipo de entusiasmar a plateia, sem contenção nem excessos; nenhum risco numa fórmula vencedora. Um arranque gostoso no Guimarães Jazz 2023.

Aaron Parks Quartet
Creio que esta terá sido a segunda presença de Aaron Parks no Guimarães Jazz, depois de uma presença, em 2015, integrando o quarteto James Farm; e este foi o primeiro concerto da actual digressão do quarteto, que assim se estreou.
Com 40 anos de idade, Parks notoriou-se, ainda no final do século passado, na fórmula de trio de piano, que parece preferir; mesmo se se tem apresentado também com um quarto instrumento, ou a solo.
Pianista de sucesso, Parks levou a Guimarães algum do seu repertório próprio: «Parks Lope», com que arrancou; «For Maria José», dedicado à mulher; uma balada: Your Favorite Raincoat»; «Cartoon Element», dedicado a Ornette Coleman; «Island of Everything» com um toque bossa; invernoso e frio, muito lento, «Dense Phantasy; «Mosey On», um tema alegre e dançante, precedido de um solo de contrabaixo violento por Kanoa Mendenhall, muito ao estilo duro da escola japonesa; outra balada muito lenta, «espacial», «A Way»; uma autorizada emulação do quarteto de Coltrane em «Alice», dedicado a Alice Coltrane; e um fim de concerto com «Peace» de Horace Silver.
Sem excessos, uma hora e meia de boa música, com solos de bom nível, por um quarteto onde o saxofone de Ben Solomon mereceu espaço.

Aaron Parks Quartet

Pedro Molina Quartet
A primeira colaboração entre o Centro de Estudos de Jazz – Universidade de Aveiro e o Guimarães Jazz, resultou num concerto do quarteto do jovem Pedro Molina. Oriundo da ESMAE (de onde vem o quarteto), com uma sólida formação, Molina revelou-se tímido e excessivamente clássico, mesmo se competente, mas não logrou esconder a juventude. Uma promessa a seguir.

Maya Homburger, Agustí Fernández, Barry Guy Trio
O trio de Maya Homburger, Agustí Fernández e Barry Guy raramente foi um trio, e mesmo quando o foi apenas denunciou a heterogeneidade da sua origem. Será verdade que não seria fácil conciliar Jazz com música barroca e «improvisação livre», mas verdadeiramente eles não tentaram. 
Maya Hamburger tem uma carreira onde concilia Bach e outros autores barrocos num estilo que parece por vezes herdado do (alegre) violino celta, e a associação com Barry Guy remonta ao final dos anos 80 do século passado; mas claramente ou submetida a uma pauta, ou o contrabaixista faz a despesa da empatia. E foi o que sucedeu em Guimarães, com os momentos protagonizados pelo duo (as composições barrocas-celtas de Homburger) a merecer as maiores ovações da tarde.
Do outro lado, as associações do pianista maiorquino e Guy, em duo ou com outros músicos, revelam sempre uma espécie de surdez de Fernández, com Guy na sua cola. E, mais uma vez, foi o que sucedeu em Guimarães: o piano toca, indiferente ao contrabaixo, que o persegue.
O óbice reside na própria origem dos músicos (e na música), que impedem a resolução do trio, e que, apenas a espaços, o contrabaixo de Barry Guy mitiga; e raramente os três músicos tocaram, com o pianista ou a violinista a sair de cena, sempre com Barry Guy a resolver.

Projeto Orquestra de Jazz da ESMAE / Guimarães Jazz
Não me vou alongar sobre os méritos deste projecto que põe os jovens estudantes da ESMAE a trabalhar, ao longo de mais de uma semana, com veteranos, até porque já o fiz na apresentação do festival; e as virtudes do projecto estiveram uma vez mais patentes no espectáculo que resultou das oficinas de Jazz dirigidas pelo Landline Plus One, composto, vale a pena referir, por Jacob Sacks (piano), Chet Doxas (saxofone), Vinnie Sperrazza (bateria), Zack Lober (contrabaixo) e Suzan Veneman (trompete).
No concerto, os cinco músicos do grupo apresentaram composições individuais, que alternaram na direcção em palco. E apreciei, muito em particular, as peças de Sperrazza e Sacks, que se destacaram, a meu ver, pela complexidade, executadas com desembaraço e fulgor, mesmo nas partes mais abstractas, nos contrapontos dos temas de Sperrazza ou nos movimentos caóticos de Sacks, ou mesmo nas prestações solísticas de diferentes jovens levados à ribalta.
Diria que, se este foi um concerto que mereceu plenamente o palco principal do Vila Flor, as suas virtudes perpetuar-se-ão na memória desta vintena de jovens músicos.

Projeto Orquestra de Jazz da ESMAE / Guimarães Jazz

Projeto Porta-Jazz / Guimarães Jazz – Soma
Reservado sempre para um palco fora do Vila Flor, na Black Box do CIAJG, este é um concerto tipicamente «fora da caixa». Resultante da colaboração com a Associação Porta-Jazz, o Guimarães Jazz oferece aos músicos a possibilidade de apresentar projectos multidisciplinares que raramente têm oportunidade de executar. A carta branca tem tido resultados diferentes, dado até o carácter experimentalista dos projectos.
Os Soma, dirigido pelo saxofonista José Soares, inspirou-se nos textos de escritores e poetas - Gonçalo M. Tavares, Robert Musil, Clarice Lispector and Maria Gabriela Llansol e filósofo Gaston Bachelard, e teve a colaboração da artista visual Varvara Tazelaar.
José Soares é um dos mais interessantes saxofonistas da nossa praça, enérgico, criativo e versátil, mas, com alguma surpresa, as cinco peças que levou à Black Box revelaram um compositor tocado pela música contemporânea, minimalista, intrigante, diria, com os quatro músicos sempre muito contidos numa música muito rigorosa e exigente. Ainda assim, mais do que o que José Soares apresentou, ficam as possibilidades das propostas que insinuou.

Michael Formanek Septet «New Digs»
Deixei o Michel Formanek para o fim da minha crónica.
A viver em Portugal, o contrabaixista é um dos representantes maiores do Jazz contemporâneo, e bastaria o seu projecto em trio Thumbscrew, com Mary Harvorson e Tomas Fujiwara, para o confirmar. Este septeto que levou a Guimarães, «New Digs», é de certa forma uma extensão do trio, e a principal novidade terá sido a introdução do órgão de Alexander Hawkins como um instrumento harmónico adicional. «New Digs» é uma encomenda do Guimarães Jazz.
Como primeiro concerto desta formação, foi sempre evidente que esta música de Formanek continha bastante de experimentação, não apenas na introdução das novas personalidades, mas em especial no órgão intrusivo de Hawkins. O órgão levantou-me algumas objecções: não apenas no som da sala, porque o som do órgão estava quase sempre muito acima dos outros instrumentos, e em especial da guitarra, que por vezes apagava; mas também porque se intrometia ou mesmo a sobrepunha às singulares harmonias de Mary Halvorson. Por outro lado, se os sopros são comuns nos grupos do contrabaixista, o novo repertório e os convocados, e em especial o trompete de Almeida, levantavam interrogações.
Mas John O’Gallagher ou Chet Doxas, os saxofones, de personalidades bem vincadas como as suas prestações demonstraram , estiveram sempre bem (e em especial, diria, O’Galagher), na leitura das composições, ou na sua interpelação, na imperfeição dos uníssonos, ou na improvisação. Os olhares estavam naturalmente virados para o trompete de João Almeida que, um pouco nervoso, talvez, no arranque, e um primeiro solo desajustado, logrou resolver rapidamente, ajustando-se ao som da banda.

Michael Formanek Septet

Sete composições apenas (e um encore colectivo), música complexa, construída para aquele grupo (aquelas personalidades), arranjos intrincados com espaço generoso para as improvisações, uma secção rítmica que ora se reduz a ele e à bateria, ora se alarga ao todo; uma direcção que nunca claudica, mas que se sente, mais do que se vê, na distribuição dos papéis e na deslocação do centro e dos protagonistas; uma música que foi crescendo na força, construída numa empatia colectiva que soube superar os óbices.
E a observação desta «superação» foi mesmo, para mim, um dos prazeres maiores deste concerto, do que é um concerto de Jazz: de como um grupo «imperfeito», vai resolvendo os obstáculos, de como um grupo de sete orelhudos, sete grandes músicos, se aproximam, empatizam, para construir em noventa minutos um concerto arrasador. De como uma música «imperfeita» (ou assim se nos afigura) se vai resolvendo, como um puzzle onde as peças vão encaixando, enformando, num quadro de Dubuffet que se vai tornando lógico e belo, de uma beleza rude, instável e irrepetível. Ali mesmo, à nossa frente. E esta é a beleza do Jazz, pelo menos a que eu encontrei ao longo dos anos a ouvir Jazz. 
E este, o concerto do Michael Formanek Septet «New Digs» no palco do Vila Flor, foi para mim o concerto do ano de 2023.

Leonel Santos

Todas as fotos: © Paulo Pacheco

(Leonel Santos esteve no Guimarães Jazz a convite do festival)


Antecipação

Guimarães Jazz
O Guimarães Jazz 2023 está prestes a começar. Com uma programação que é caracterizada, como foi escrito pelo seu director, Ivo Martins, «pelo equilíbrio entre a tradição e a inovação e pelo ecletismo estilístico, geográfico e geracional das propostas e dos músicos que nelas participam», o festival consolida uma ideia que não se fica apenas pela simples apresentação de nomes; e gostaria de relevar na programação deste ano algumas das coisas que fazem do Guimarães Jazz um festival diferente, e que o tornam o mais importante festival de Jazz nacional, que não apenas pela dimensão.

Michel Formanek e Mary Halvorson

Mesmo se passará algo despercebido do público, uma das grandes ideias do Guimarães Jazz foi a de trazer músicos-professores de outras áreas geográficas, oferecendo a jovens músicos a oportunidade única de experimentar novas possibilidades: uma boa parte da aprendizagem do Jazz é feita no palco, no confronto de ideias; e a fortuna de aprender e tocar com Jacob Sacks, como acontecerá este ano (com a banda Landline Plus One), perdurará na memória e nos dedos dos alunos da ESMAE.
Projeto Orquestra de Jazz da ESMAE / Guimarães Jazz, 12 Novembro, 17.00

Outra das ideias interessantes do Guimarães Jazz é a colaboração com a Porta-Jazz, a grande instituição do Jazz do Porto, no desafio tipo carta aberta que é lançado a um músico, e que lhe permite cruzar diferentes disciplinas artísticas. Com resultados diferentes, dado até o carácter experimental do projecto, esta não deixa de ser uma fórmula a continuar. Este ano o desafio foi lançado ao saxofonista José Soares, um nome incontornável do novo Jazz português.
Projeto Porta-Jazz / Guimarães Jazz • Soma, 12 Novembro, 21.30

Juntar música clássica e Jazz é semelhante a juntar azeite e água; mas é o que o Guimarães se propôs fazer desde há cinco anos, convidando um músico de Jazz para compor e orquestrar para a Orquestra de Guimarães, juntando ambas as formações para o mesmo palco. É um equilíbrio instável, este, e desigual, mas que se tem revelado generoso. A Orquestra de Guimarães é uma orquestra clássica e não tem, por isso, improvisadores, e o Jazz não vive sem improvisação. Aliás uma das definições possíveis de Jazz é mesmo «música composta improvisada», e é assim desde os seus primórdios: diferentes músicos ofereceram-lhe mais ou menos composição e mais ou menos improvisação.
O que foi pedido ao baterista e compositor Mário Costa é que trabalhasse o seu Chromosome (com a sua banda internacional) para ser tocado com a orquestra, para o que ele se socorreu do experimentado Carlos Azevedo para os arranjos. É um enorme desafio para o quarteto de Mário Costa e a Orquestra de Guimarães a que vamos assistir.
Projeto Orquestra de Guimarães / Guimarães Jazz com Mário Costa, 16 Novembro, 21.30

No sentido de criar pontes entre formatos, disciplinas e mesmo instituições (como a ESMAE e a Orquestra de Guimarães), o Guimarães Jazz convidou este ano o Centro de Estudos de Jazz da Universidade de Aveiro, que envia ao festival o grupo do galego Pedro Molina, que venceu o concurso de jazz promovido por esta instituição. Molina estudou em Barcelona, com o contrabaixista Jordi Gaspar, e no Porto, onde concluiu a sua formação em contrabaixo jazz na ESMAE. 

Soma

Projeto Centro de Estudos de Jazz - Univ. Aveiro / Guimarães Jazz • Pedro Molina Quartet, 11 Novembro, 15.00

Menos interessante a meu ver se tem revelado, em todas as os concertos a que assisti, a colaboração com a Sonoscopia; não apenas porque não são músicos de Jazz, mas também porque as propostas se têm revelado, no mínimo, desinteressantes. Mas mais interessante será eventualmente o concerto solo de Elliott Sharp, um nome de referência como guitarrista, multi-instrumentista e performer norte-americano. 
Projeto Sonoscopia / Guimarães Jazz • Elliott Sharp, 18 Novembro, 15.00

Nem todas as experiências se revelam sempre profícuas, e eu dispensaria umas e apoiaria outras e, por outro lado, eu creio que uma boa parte do público apreciaria mais a fórmula mais comum nos festivais de uma programação que lhes trouxesse os grandes nomes do Jazz; até porque, infelizmente, poucas oportunidades temos de os ver. Mas eles também constam da programação do Guimarães Jazz de 2023, ecléctica e abrangente.  

O festival abre com a Vanguard Jazz Orchestra, herdeira da histórica orquestra de That Jones, no ano que se celebram 100 anos do nascimento do trompetista, compositor e bandleader. E mesmo se este é um nome repente em Guimarães, a evocação da efeméride faz todo o sentido. O melhor da tradição do Jazz a abrir o Guimarães Jazz 2023, já na próxima quinta-feira 9.
Vanguard Jazz Orchestra • Thad Jones 100, 9 Novembro, 21.30

Pianista que vai beber na tradição Jazz, muito enciclopédico, Aaron Parks cultivou durante anos uma sonoridade eléctrica, que era bastante definida pela presença de um guitarrista no seu quarteto. O facto de trazer a Guimarães um saxofonista, emprestará à sua banda uma sonoridade acústica, constituindo um regresso às origens que se advinha saboroso, até pelo nome do saxofonista: Ben Solomon.
Aaron Parks Quartet, 10 Novembro, 21.30

A associação de Maya Homburger, Agustí Fernández e Barry Guy será muito provavelmente um dos concertos mais fora do Jazz da programação deste ano, atendendo ao percurso anterior dos três músicos, sendo previsível um concerto algo mais próximo da área da «improvisação livre».
Maya Homburger, Agustí Fernández, Barry Guy Trio, 11 Novembro, 18.00

Contrabaixista emérito, a residir actualmente em Portugal, Michel Formanek tem um passado notável também como líder e compositor. Personalidade inquieta, ele tem sabido percorrer o caminho de modernidade, numa estrada que se vai construindo, e que não é livre de escolhos, bem pelo contrário. O que o torna diferente é a seriedade das propostas, nunca gratuitas, que começa na escolha dos músicos com que conta e se completa nas composições artificiosas, doseando escrita e improvisação. Música irredutivelmente moderna, nunca acomodada, é a música de Michael Formanek. Respondendo ao convite do Guimarães Jazz, o contrabaixista irá apresentar um novo projecto, que se arrisca ser uma ambiciosa extensão do trio Thumbscrew. A acompanhá-lo estarão improvisadores de gabarito como John O’Gallagher, Mary Halvorson, Tomas Fujiwara, o jovem português João Almeida, Alexander Hawkins e Chet Doxas.
Michael Formanek Septet “New Digs”, 11 de Novembro, 21,30

A tradição regressa com o quarteto do contrabaixista Buster Williams. Com um percurso longo como sideman («o sideman perfeito», como lhe chamaram), com mais de uma centena de colaborações ao lado de músicos como Herbie Hancock, Geri Allen, Dexter Gordon, Chet Baker, Art Blakey, Benny Golson, Mary Lou Williams, you name it…, e mais uma vintena em seu nome, Buster Williams é, de facto, a personificação da história do Jazz. Contrabaixista discreto, seguro, é reconhecido pela sonoridade doce e um sentido rítmico perfeito. Na boca do palco estará o saxofonista Steve Wilson, um improvisador eloquente e generoso.  
Buster Williams & Something More, 17 Novembro, 21.30

O Landline Plus One merecia, a meu ver, o palco nobre do Vila Flor. Dirigido por um pianista de excepção, Jacob Sacks, este foi o grupo responsável pelas Oficinas de Jazz e jam sessions. O que faz de Sacks é, mais que o mero virtuosismo, a inteligência harmónica e a erudição. Relativamente discreto na cena internacional, ele é um pianista genial a que os amantes do Jazz não se deverão escusar. Com ele Estarão Zack Lober, Vinnie Sperrazza, Chet Doxas e a trompetista Suzan Veneman.
Landline Plus One, 18 Novembro, 18.00

Confesso que não conheço a música da dinamarquesa Kathrine Windfeld, para além do que me foi dado ouvir na internet, como uma herdeira moderna da suprema arte composicional e orquestral de Gil Evans, o que é, naturalmente, uma excelente referência. Expectativa, pois, para o concerto de encerramento do Guimarães Jazz 2023; ademais quando a orquestra tem como solistas convidados o guitarrista Gilad Hekselman e o saxofonista Immanuel Wilkins. E sobre o extraordinário Immanuel Wilkins, que ganhou em 2022 o prémio para o melhor disco do ano e este ano passou por Angra do Heroísmo e Seixal, eu dispenso-me de encómios inúteis.
Kathrine Windfeld Big Band c/ Gilad Hekselman e Immanuel Wilkins, 18 Novembro, 21.30

Até Guimarães, pois.

 

Programação:
Ivo Martins

Produção/ Organização:
Município de Guimarães, Oficina, Convívio

Guimarães Jazz 2023, 9 a 18 de Novembro de 2023

Qui 9
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
GA
21.30
Vanguard Jazz Orchestra «Thad Jones 100» Dick Oatts (dir, sa), Billy Drewes (sa), Rich Perry (st), Ralph Lalama (st), Gary Smulyan (sb), John Chudoba (t), Brian Pareschi (t), Terell Stafford (t), Scott Wendholt (t), Dion Tucker (trb), Jason Jackson (trb), Rob Edwards (trb), Douglas Purviance (trb), Adam Birnbaum (p), David Wong (ctb), John Riley (bat)
Convívio
23.59 jam session Landline Plus One
Sex 10
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
GA
21.30
Aaron Parks Quartet Aaron Parks (p), Ben Solomon (st), Kanoa Mendenhall (ctb), RJ Miller (bat)
Convívio
23.59 jam session Landline Plus One
Sáb 11
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
PA
15.00
Pedro Molina Quartet
(Projeto Centro de Estudos de Jazz - Univ. Aveiro / Guimarães Jazz)
Miguel Meirinhos (p), Filipe Dias (g), Gonçalo Ribeiro (bat), Pedro Molina (ctb, c)
Centro Cultural Vila Flor
PA
18.00
Maya Homburger, Agustí Fernández, Barry Guy Trio Maya Homburger (viola), Agustí Fernández (p), Barry Guy (ctb)
Centro Cultural Vila Flor
GA
21.30
Michael Formanek Septet
«New Digs»
Michael Formanek (ctb), Alexander Hawkins (or), Chet Doxas (st, cl), John O’Gallagher (sa), Mary Halvorson (g), Tomas Fujiwara (bat), Kasper Weye Tranberg (t)
Convívio
23.59 jam session Landline Plus One
Dom 12
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
GA
17.00
Projeto Orquestra de Jazz da ESMAE / Guimarães Jazz dirigido por Landline Plus One Landline Plus One: Jacob Sacks (p), Chet Doxas (s), Vinnie Sperrazza (bat), Zack Lober (ctb), Suzan Veneman (t)
+ Orquestra de Jazz da ESMAE
CIAJG / Black Box
21.30
Projeto Porta-Jazz / Guimarães Jazz [Soma] José Soares (sa, dir), José Diogo Martins (p), Omer Govreen (ctb), João Lopes Pereira (bat) + Várvara Tazelaar
Qui 16
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
GA
21.30
Projeto Orquestra de Guimarães / Guimarães Jazz com Mário Costa Mário Costa (comp, bat, elec), Cuong Vu (t), Jozef Dumoulin (p, elec), Bruno Chevillon (ctb) +
Orquestra de Guimarães, Carlos Azevedo (arranjos, dir)
CCVF Café Concerto
23.59 jam session Landline Plus One
Sex 17
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
GA
21.30
Buster Williams & Something More Buster Williams (ctb), Steve Wilson (s), Tommaso Perazzo (p), Marcello Cardillo (bat)
CCVF Café Concerto
23.59 jam session Landline Plus One
Sáb 18
Guimarães
Centro Cultural Vila Flor
PA
15.00
Projeto Sonoscopia / Guimarães Jazz Elliott Sharp Elliott Sharp (g-el)
Centro Cultural Vila Flor
PA
18.00
Landline Plus One Jacob Sacks (p), Chet Doxas (s), Vinnie Sperrazza (bat), Zack Lober (ctb), Suzan Veneman (t)
Centro Cultural Vila Flor
GA
21.30
Kathrine Windfeld Big Band featuring Gilad Hekselman e Immanuel Wilkins Immanuel Wilkins (s), Gilad Hekselman (g), Kathrine Windfeld (p, c), André Bak (t), Rolf Thofte Løkke (t), Magnus Oseth (t), Göran Abelli (trb), Tobias Stavngaard (trb), Anders Larson (trb), Jakob Lundbak (s), Magnus Thuelund (s), Roald Elm Larsen (s), Ida Wretling (s), Aske Drasbæk (s), Johannes Vaht (ctb), Henrik Holst Hansen (bat)
CCVF Café Concerto
23.59 jam session Landline Plus One